Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH/UFSC)
  • Coordenador do CEPSH indicado como Amigo da UFSC 2010

    O coordenador do CEPSH, Professor Washington Portela de Souza, será um dos 50 servidores homenageados  no prêmio Amigos da UFSC 2010, pelo trabalho desenvolvido junto ao Comitê.

    Os indicados receberão a homenagem em solenidade festiva, no dia 14 de dezembro, às 18h30min, no auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

    Mais informações na página: http://www.amigo2010.ufsc.br/


  • Entrevista: Indústria farmacêutica tem controle total sobre pesquisas

    ENTREVISTA /CARL ELLIOT – folha de SP – 24 de out 2010

    “Indústria farmacêutica tem controle total sobre pesquisas”
    Interesses de laboratórios comandam quase tudo na saúde, afirma Carl Elliot, professor de bioética na Universidade de Minnesota e autor de livro sobre o lado negro da medicina

    Caleb Parker

    CLÁUDIA COLLUCCI
    DE SÃO PAULO

    Em 1989, Len iniciou residência médica em psiquiatria, após terminar a faculdade em Harvard. Trazia no currículo excelentes notas. Mas Len era uma farsa. Nunca esteve em Harvard. Era funcionário de um laboratório. A história, real, parece conto infantil perto de outras que surgem nas 224 páginas de “White Coat, Black Hat -Adventures on the Dark Side of Medicine” (jaleco branco, chapéu preto: aventuras no lado negro da medicina), do médico Carl Elliot, professor de bioética e filosofia na Universidade de Minnesota. Uso de “cobaias humanas” em estudos científicos obscuros, médicos sendo “porta-vozes” da indústria farmacêutica em troca de altas somas, doutores influentes que assinam artigos de escritores-fantasmas. A lista de falcatruas parece não ter fim. Elliot, 49, um dos principais nomes da bioética nos EUA, não promete imparcialidade na sua obra. “Meu interesse é no que tem de errado. Construímos um sistema médico em que o ato de enganar não é apenas tolerado, mas recompensado”, afirmou à Folha o autor de outros seis livros na área. Nos últimos cinco anos, uma série de obras vem revelando que a indústria farmacêutica escapou a todo controle. Tem influência quase ilimitada sobre a educação, a pesquisa e os médicos. Pergunto a Elliot se os laboratórios não têm nada de bom, se são tão sombrios assim como ele pinta no livro. Ele não titubeia: “Sombrios? Deixei de fora os trechos mais desmoralizantes.” A seguir, trechos da entrevista dada à Folha, por e-mail.

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